Mapa da
Virada

O que precisamos para fazer a Virada?

Onde focar

Os estados que mais convertem votos com os critérios escolhidos.

Aprofundamento dos dados

Por região

RegiãoQuem não votouQuem anulouCury e RenanTotal · parte da virada

Todos os estados

Lula na frenteEmpate técnico (<2 p.p.)Flávio na frente

Onde mais se converte

de quem não votou de quem anulou

Leitura

Os cálculos, passo a passo

Tudo o que o painel mostra sai de uma conta só, repetida para cada estado. Aqui está a base completa, para qualquer pessoa conferir ou refazer.

1. Resumo em cinco passos

  1. Parte-se do resultado do 1º turno em cada estado (TSE): votos de Lula, de Flávio, dos outros candidatos, brancos e nulos, e quem não votou.
  2. Quem votou em Lula ou em Flávio repete o voto. Os votos dos outros candidatos vão para Flávio.
  3. Aplica-se uma taxa de conversão para Lula sobre três grupos: quem não votou, quem anulou (brancos e nulos) e os eleitores de Cury e Renan.
  4. A taxa de quem não votou e de quem anulou é ajustada pela força de Lula em cada estado.
  5. Somam-se os convertidos. O total nacional é a soma dos estados, e a meta de cada estado é o que ele converte.

2. Premissas fixas

  • Quem votou em Lula ou Flávio no 1º turno repete o voto.
  • 100% dos eleitores dos outros candidatos vão para Flávio (premissa conservadora), exceto a parcela de Cury e Renan que for convertida para Lula.
  • Cada eleitor de Cury ou Renan convertido vale dobrado: tira um voto de Flávio e soma um para Lula.
  • Quem não votou e quem anulou podem ir para Lula ou para Flávio. O resto continua sem votar ou anulando.
  • Quem não votou e quem anulou são grupos distintos e nunca são somados como se fossem um só.
  • Percentuais de votação são sempre sobre votos válidos.

3. As fórmulas

r  = (Lula ÷ (Lula + Flávio) no estado) ÷ (mesma razão no Brasil: 48,99%)

Convertidos de quem anulou    = brancos_nulos × min(1 − taxa_Flávio_anulou,    taxa_Lula_anulou × r)
Convertidos de quem não votou = abstenção     × min(1 − taxa_Flávio_não_votou, taxa_Lula_não_votou × r)
Convertidos de Cury e Renan   = votos_Cury × taxa_Cury + votos_Renan × taxa_Renan

Lula no 2º turno   = Lula 1º turno + todos os convertidos para Lula
Flávio no 2º turno = Flávio 1º turno + outros candidatos − convertidos de Cury e Renan
                     + brancos_nulos × taxa_Flávio_anulou
                     + abstenção × taxa_Flávio_não_votou

Convertidos para Lula = de quem não votou + de quem anulou + de Cury e Renan

O ajuste r vale só para os convertidos para Lula entre quem não votou e quem anulou. Estados onde Lula é mais forte que na média do Brasil convertem mais (r maior que 1); onde é mais fraco, convertem menos. Ex.: Piauí × 1,52; Bahia × 1,43; Santa Catarina × 0,56.

4. As taxas de cada cenário

CritérioCenário da virada (padrão)
Quem não votou → Lula31% (mínimo que vence)
Quem não votou → Flávio2%
Quem anulou → Lula30%
Quem anulou → Flávio5%
Eleitores de Cury → Lula5%
Eleitores de Renan → Lula5%
Resultado (votos válidos)Lula 50,02% × Flávio 49,98%

As taxas do cenário da virada são metas de mobilização, acima do histórico. Não são previsão. Os 31% são o menor valor que dá a vitória, dadas as outras taxas.

5. Exemplo resolvido: Bahia

PassoContaResultado
Força de Lula no estado5.664.771 ÷ (5.664.771 + 2.442.585)69,9%
Ajuste r69,9% ÷ 48,99%1,43
Taxa ajustada de quem não votou31% × 1,4344%
Convertidos de quem não votou2.259.151 × 44%999 mil
Taxa ajustada de quem anulou30% × 1,4343%
Convertidos de quem anulou493.310 × 43%211 mil
Convertidos de Cury e Renan5% dos eleitores dos dois na Bahia16 mil
Meta da Bahia999 mil + 211 mil + 16 mil1,23 milhão
1 em cada N100 ÷ 44%, arredondado1 em cada 2

Os valores intermediários estão arredondados na tela. O painel calcula com todas as casas decimais.

6. Exemplo nacional

  • No cenário da virada, Lula converte 12,27 milhões de votos e vence por 62 mil votos: 66.144.952 × 66.083.164.
  • O necessário para empatar, com essas premissas, é 12,2 milhões de convertidos.
  • No 1º turno, Flávio ficou 2.224.965 votos à frente de Lula. Como os votos dos outros candidatos também vão para Flávio, a conta de “quanto falta” é maior que essa diferença.

7. Por que Cury e Renan “valem dobrado”

Um voto de quem não votou que passa a ir para Lula muda a diferença em 1. Um voto de eleitor de Cury ou Renan que passa a ir para Lula, em vez de Flávio, muda a diferença em 2: Flávio perde um e Lula ganha um. Por isso, converter só 5% desses eleitores reduz a taxa necessária de quem não votou de 32,7% para 30,8%.

8. Como se chega a “1 em cada N” e à meta do estado

  • 1 em cada N: é 100 dividido pela taxa ajustada de quem não votou naquele estado, arredondado. Ex.: Bahia 44% → 1 em cada 2; São Paulo 27% → 1 em cada 4; Santa Catarina 17% → 1 em cada 6.
  • Meta do estado: é o total de convertidos para Lula naquele estado com os critérios escolhidos (de quem não votou + de quem anulou + de Cury e Renan). Somando os estados, chega-se à meta nacional.
  • Votos convertidos necessários: diferença do 1º turno + votos dos outros candidatos + brancos e nulos que vão para Flávio + convertidos para Flávio entre quem não votou, mais 1 voto.
  • Perfis dos estados: Base forte de Lula (55% ou mais entre os dois), Estado disputado (45% a 55%), Território difícil (menos de 45%).
  • Focos: os 9 estados que mais convertem formam os dois focos. Se Lula venceu o 1º turno no estado, é Foco 1; se Flávio venceu, é Foco 2. Os demais são Bases a consolidar (Lula na frente) ou Menor retorno (Flávio na frente).

9. Por que esses números são ambiciosos

  • A abstenção subiu em todos os 2º turnos presidenciais desde 1989, com exceção de 2022, quando caiu 0,36 ponto percentual (cerca de 600 mil eleitores).
  • Brancos e nulos também subiram do 1º para o 2º turno em 2018 e em 2022.
  • A virada exige algo sem precedente: a abstenção cair para cerca de 14% do eleitorado (no 1º turno foi 21,1%).
  • Transferência de votos em 2022 (Quaest): eleitores de Ciro foram 39% para Lula e 26% para Bolsonaro; eleitores de Tebet, 25% para Lula e 34% para Bolsonaro. Por isso o modelo assume, de forma ultraconservadora, que os outros candidatos vão todos para Flávio.
  • Augusto Cury e Renan Santos recusaram apoio a Lula, e o PSD (Caiado) liberou seus diretórios estaduais.

10. O que este modelo não é

  • Não é pesquisa nem previsão. É um modelo de mobilização, baseado no 1º turno.
  • As taxas do cenário da virada são metas ambiciosas, acima do histórico. A comunicação deve tratá-las como desafio possível, não como certeza.
  • Os dados do 1º turno vêm do painel de apuração do TSE (05/10/2026) e podem ter pequenas diferenças em relação à totalização final.
  • Para testar outras hipóteses, use “Mudar critérios”. O botão “Critérios da virada” volta ao padrão.

Dados e método

De onde vêm os números

  • Resultado por estado: painel de apuração do TSE, 100% das seções apuradas (05/10/2026). Os totais nacionais conferem com o resultado oficial divulgado: Flávio 56.104.503 (47,03%), Lula 53.879.538 (45,16%), brancos 2.300.798, nulos 3.674.249, abstenção 33.469.244.
  • Exterior: calculado como a diferença entre o total nacional e a soma dos 27 estados (Flávio 143.900, Lula 157.387, abstenção 574.345).
  • Histórico: TSE (2018) e imprensa com dados do TSE (2022). TSE 2018 · 2º turno 2022 · abstenção 2026

Como o cálculo funciona

  • Ponto de partida: quem votou em Lula ou Flávio no 1º turno repete o voto.
  • Outros candidatos: premissa: os votos de Cury, Renan, Caiado e demais vão para Flávio. A exceção é a parcela de eleitores de Cury e Renan convertida para Lula, que vale dobrado (sai de Flávio e entra em Lula). Cenário provável: 0%. Cenário de virada: 5% de cada, uma hipótese ultraconservadora.
  • Brancos e nulos: uma parte passa a votar em Lula, uma parte em Flávio e o resto continua anulando.
  • Abstenção: uma parte de quem não votou passa a votar em Lula.
  • Ajuste por estado: quando ligado, a taxa de cada estado é multiplicada por (% de Lula entre Lula e Flávio no estado) ÷ (o mesmo % no Brasil, 48,99%). Ex.: Piauí × 1,52; Santa Catarina × 0,56.
  • Votos convertidos necessários: diferença do 1º turno + votos dos outros candidatos + brancos e nulos que vão para Flávio, mais os convertidos para Flávio entre quem não votou, mais 1 voto. Meta do estado: o que o estado converte com os critérios escolhidos. Se esses critérios não bastarem para Lula ganhar, a meta passa a ser o que o estado converteria se a mobilização de quem não votou subisse até o ponto de empate. Cenário provável: quem anulou 5% para Lula e 5% para Flávio; quem não votou 2% para Lula e 1% para Flávio. Cenário de virada: quem anulou 30% / 5%; quem não votou 2% para Flávio e a menor taxa para Lula que garante a vitória (31%); Cury e Renan 5% para Lula. O ajuste pela força de Lula em cada estado vale só para os convertidos para Lula entre quem não votou e quem anulou.
  • Referência histórica: entre 1º e 2º turno, em 2022 a abstenção caiu cerca de 600 mil pessoas e brancos+nulos subiram cerca de 240 mil; em 2018 a abstenção subiu 1,4 milhão e brancos+nulos subiram cerca de 780 mil. Mobilizar 1% da abstenção de 2026 equivale a ~335 mil pessoas.

Limites

  • As taxas de conversão são hipóteses, não previsões.
  • Os dados por município não puderam ser obtidos nesta versão: os portais do TSE não permitem coleta automatizada daqui. O painel trabalha no nível do estado.